Cibercultura
10 de jun. de 2010
Cibercultura na Educação
Cibercultura
8 de jun. de 2010
Educação e Cibercultura
Os textos disponíveis para leitura intensificaram a nossa compreensão sobre os benefícios dessas parafernálias digitais, portanto, evidenciaram as oportunidades satisfatórias que elas oferecem que vai desde a possibilidade de criação, transformação, socialização, colaboração... Educação e Cibercultura nos conectou em um mundo de imagens, sons, vídeos, links, bloger, hipertextos, conceitos teóricos, filosóficos... Diante tudo isso, ficou nítido a evolução do mundo, todavia, nos convidou a acompanhar essa evolução, a fazer nossa inserção nesse mundo contemporâneo, versátil e tecnológico.
30 de mai. de 2010
Os sabores da vida

É impossível fazer um controle alimentar diante das extravagâncias gastronômicas. Não sabemos identificar o que sentimos quando nos damos a honra de sentir, saborear. Porém, estamos condenados a viver experimentando os sabores da vida. Naquela tarde desumana, percebi que estávamos com um desejo incontrolável de devorar canibalmente aquela criatura truculenta.
A importância da leitura

Eu não tenho o hábito da leitura, eu tenho a paixão da leitura.O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento.
Ariano Suassuna.
Quando alguém se dedica ao fantástico mundo da leitura, está se dando ao prazer de desbravar os quatros cantos do universo. Para mim, Ler implica uma série de vantagens. Quando nos entregamos ao delicioso mundo da leitura, estamos nos dando a honra de protagonizar histórias, conhecer novos mundos, conectarmos a novas realidades.
A leitura nos faz pisar em terra firme, em nuvens de algodão, aterrissamos em aeroportos desconhecidos. Nossas ideias adquirem características sólidas, nos tornamos seres criativos, voamos. Garantimos o progresso do próximo passo. A leitura para me é importante, porque me possibilita enxergar as informações do mundo.
O fundamental desses atos de leitura são os descobrimentos, as novas ideias que vão surgindo, o prazer que sentimos a cada história desvendada... Diante dos livros assumimos vários papéis, nos apaixonamos constantemente. Isso gera um benefício imensurável na vida de qualquer pessoa. Ao experimentarmos o hábito da leitura somos completamente hipnotizados, parece que, por mais que tentamos nos desprender, mas somos desafiados a continuar, principalmente quando o enredo da história é provocante e cheio de mistérios. A paixão pela leitura em minha vida aconteceu de maneira imperceptível e, quando eu não podia ler algumas histórias sentia um profundo desassossego.
É preciso que todos entendam a relevância da formação de leitores, mais do que isso, é necessário que todos reconheçam que, como leitores assíduos, podemos gerenciar, votar, tomar as rédeas de suas vidas. Como educadores, necessitamos urgentemente reduplicar as ações que possibilitem que os alunos desenvolvam o gosto pelos livros. Para mim, ler é enxergar a vida, conhecer diversidades, pluralidades, singularidades... A leitura é chave de acesso aos mais inusitados contextos.
Os pareceres do diário

Infelizmente, não dá nem para explicar como me sinto diante dos pareceres, os sentimentos oscilam bastante. O coração bate a uma velocidade máxima, as pernas trêmulas perdem a coordenação, a boca fica seca, as mãos gelam. O que sei é que os pareceres na minha ótica são verdadeiras provocações, pois é o momento que alguém nos faz refletir sobre tudo que escrevemos. Para mim, os pareceres do processo e do produto são belos convites de superação que nos desafiam a fazer o registro de uma escrita autoral e reflexiva. Por Deus! Cada parecer que recebo me faz travar uma deliciosa batalha comigo mesma em busca de respostas para as perguntas inquietantes.
Os pareceres que recebo transformam-se em munição. As mesmas são guardadas com muito cuidado, isso significa que serão usadas como armas poderosíssimas nas construções dos próximos diários. Segundo Mariana Fonseca (2007, p. 29), “Por meio da escrita, o sujeito torna-se capaz de produzir algo novo, ainda não dito”. Os pareceres me possibilitam a construção dessa escrita inusitada, reflexiva, nova... Eles são verdadeiras armas na luta por uma escrita menos sangrenta, cheia de lacunas, erros ortográficos, problemas gramaticais, concordância... Só não vence a batalha quem realmente tem medo de desafiar a si mesmo.
Gosto de sofrer transformações. Fico fascinada com os processos de aprendizagens aos quais somos submetidas. Lido muito bem com tudo que favorece o meu crescimento. As criticas sempre foram degrau de superação na minha vida, sejam elas boas ou ruins. As informações contidas nos pareceres dos diários recebidos durante esses três ciclos nunca foram montanhas intransponíveis, acredito que a forma que olhamos para as montanhas é que as deixam inacessíveis. Os pareceres de diário que recebi, desde o primeiro ciclo foram de excelente ajuda, em nenhum momento fui refém do medo, do descaso, da intolerância.
Referência:
GOMES, Mariana Fonseca de Mendonça. Presença pedagógica, v. 13 n. 78 nov/dez 2007.
8 de dez. de 2009
Um mergulho no ciclo três
Mergulhamos no terceiro ciclo como quem mergulha no mar pela primeira vez. Receosas, amedrontadas, vulneráveis... Vivemos uma temporada de muitos fatos, conhecimentos, histórias. Conhecemos professoras abnegadas, guardiãs... Aprendemos a retirar as pedras do caminho, a reivindicar nossos direitos, ultrapassar nossos limites. Nesse ciclo fomos arrebatadas com a voracidade e a sagacidade de muitos.
Houve momentos em que as palavras desapareciam e não sabíamos soletrar uma única que não fosse inclusão digital. Nosso foco era a perfectibilidade do conhecimento sobre inclusão. Fomos desafiadas. Gritamos em silêncio. Pensamos em desistir. Mas como diz Ivete Sangalo na canção “Quando a chuva passar”, “Fugir agora não resolve nada”. Foi com esse pensamento guerreiro que começamos a desbravar o blog, a lista de discussão, o moodle, o fórum, a revista A Rede, o projeto de inclusão. Aderimos à batalha em prol do conhecimento, do sucesso, da nossa valorização enquanto cursistas e professoras. Hoje, nossa ótica é que não era o declínio da atividade que facilitaria a nossa compreensão, mas sim a nossa compreensão e compromisso com a atividade que nos possibilitaria o conhecimento em contexto.
Nesse ciclo fomos tomadas por um fastio absurdo. Algumas coisas não apeteciam nossas vontades, nossas curiosidades. As rosas plantadas nos ciclos anteriores não tinham mais vivacidade, os raios cálidos do sol fizeram com que elas perdessem a magnitude, a beleza. O cheiro exalado de suas pétalas não mais inspirava paixões, encantamento. O ápice do ciclo foram os encontros de orientação, o gelit, geac, cine contexto... Nesses sim escalamos montanhas, viajamos para lugares inusitados, protagonizamos histórias, brincamos, sorrimos, passamos horas planejando, tirando dúvidas, ficamos apavoradas com algumas tempestades.
Segundo Ivete, “Quando a chuva passar, quando o tempo abrir, abra a janela e veja eu sou o sol, eu sou céu e mar, eu sou seu e fim, e o meu amor é imensidão”. É difícil falar da imensidão das coisas, dos fatos que fazem com que percamos o controle das nossas emoções. Essa canção esquartejou nossos sentimentos, nos fez refletir sobre o ciclo, nos tirou de órbita. A música nos fez compreender que os fenômenos da natureza e os ciclos da Universidade Federal da Bahia são muito parecidos. Na verdade eles são insubmissos, insubstituíveis, inegáveis.
O percurso pelo Ciclo Três nos fortaleceu. Aprendemos a abrir as janelas, compreendemos que o sol só vai nos aquecer se ficarmos expostas a seus raios quentes; que o mar, por mais extenso e furioso que esteja, não perde a beleza nem mesmo quando as ondas ferozes batem nas rochas ou no convés de uma embarcação. Nesse ciclo algumas palavras ficaram engasgadas. As lágrimas rolaram pelas nossas faces quentes e cada gota desenhava nosso semblante preocupado, estressado. Hoje, temos plena certeza que essa batalha insana, essa busca desenfreada pelo conhecimento é tudo que não queremos, mas é tudo que precisamos para continuarmos vivas.
No Ciclo Três mais uma vez fomos tatuadas. Os filmes, as palestras, as atividades nos deixaram marcas imensuráveis. Os desenhos ainda estão tímidos, camuflados, escondidos na pele inchada, machucada. Temos absoluta certeza que daqui a alguns dias, meses ou anos esqueceremos as dores, as dificuldades, as renúncias. Quando este dia felizmente nos abraçar, mostraremos a todos a obra de arte finalizada. Por fim, possibilitaremos que todos sejam capazes de entender as imagens tatuadas nesse tempo e nesse espaço transitado por nós nessa caminhada.
É impossível descrever tudo o que representou o Ciclo Três em nossas vidas, a eficácia do seu desenvolvimento em nossa formação. A Cada ciclo nos comportamos como vampiras. Sugamos tudo que está ao nosso alcance com uma sede incontrolável. Ainda não sabemos ao certo quais são nossas paixões, nossos amantes do mundo universitário, o que temos plena certeza é de que vamos continuar buscando as imensidões dos conhecimentos contemporâneos, teóricos, globalizados. Enfim, é em nome dessa ideologia de um país politizado, atuante e bem informado que gritamos: Que venha o Ciclo Quatro. Estamos de braços abertos, prontas para protagonizar os próximos espetáculos em nome desse conhecimento mutante e voraz. Porque, como diz Ivete: “A nossa história não termina agora”.
28 de nov. de 2009
Escola das estrelas
A dúvida foi minha primeira reação ao receber o convite para trabalhar na escola das estrelas, na verdade eu tive medo do novo, do que me reservava o destino. Estava vivendo momentos de conflitos profissionais, necessitava urgentemente conhecer outras galáxias, foi então que num gesto de bravura resolvi aceita o desafio.
O dia estava frio, o céu esfumaçava, as nuvens desfilavam como um pincel sobre uma tela ilustrando seus desenhos. Havia um clima de magia, era como se os anjos estivessem todos acordados impulsionando minhas ações. Embora o tempo estivesse gelado, meu coração estava quente, borbulhando de ansiedade. Lembro-me nitidamente quando cheguei à escola. Minhas pernas estremeceram, minhas mãos gelaram, meus olhos mudaram de cor. Movi meus passos silenciosamente e ao adentrar na escola das estrelas me senti parte daquele universo desconhecido.
Parece que o céu está constantemente presente nas dependências dessa instituição. Minha ótica do telhado é sempre a vastidão do céu azul, esplêndido cheio de encanto e de mistério. Há sempre um colorido nas paredes, um sino singelo anunciando as canções, querubins cantando, estrelas brilhando, anjos dançando. Uma sinfonia perfeita. As estrelas se olham, se apaixonam, confraternizam-se, entrelaçam as mãos, oram, rezam, não importa a religião.
Na escola das estrelas não temos deuses, dono da verdade, senhor absoluto de nada, cada órgão, cada partícula do individual favorece o funcionamento do todo. Os anjos estão sempre agitados, rompe as manhãs confidenciam suas histórias. Alguns são aventureiros leva tudo na brincadeira, outros são sensatos se dedicam com a obstinação dos sacerdotes, temos anjos românticos, solitários, carentes, solidários... Cada um com sua singularidade, mas todos aprendizes.
Mesmo quando surgem as tempestades tudo sempre acaba bem,Nessa escola de estrelas todos são celebridades. Gosto de fazer parte desse universo, mas sou loucamente apaixonada pela escola das comandantes. As duas são muito diferentes. Uma apetece, outra provoca fastio, uma reverencia as estrelas, outra espera sentada o naufrágio do barco. Ficou confuso? É simples! Amor não se explica. Não posso soletrar o que sente minha alma, pois, são muitas as sensações. Só tenho uma convicção, renegar a quem amamos é como arrancar a golpes violentos de faca o coração.
A roda do sucesso gira na escola das estrelas, porque todos estão sempre dispostos a cooperar. As estrelas que compõe esse céu possuem luz própria, não necessita de brilho dos vizinhos para sentirem-se iluminadas. Flexíveis, observadoras, versátil, verídicas... Transbordam raios iluminados, desempenham suas funções com comprometimento, são donas de seus caminhos, pois sabem que são através deles que anjos passeiam.
